Kuon: o Clássico esquecido da From Software
Alguns jogos não foram feitos para serem populares.
Foram feitos para serem… lembrados.
Kuon é um desses casos.
Enredo (sem spoiler):
Ambientado no Japão feudal, o jogo acompanha protagonistas que se envolvem com práticas proibidas ligadas ao espiritual.
Tudo gira em torno de um local isolado…
onde rituais deram errado.
E quando isso acontece nesse universo, não existe “consertar”.
Só consequências.
A protagonista:
Ela não é uma heroína tradicional.
Não resolve tudo com força.
Não enfrenta o terror de forma direta.
Ela lida com:
conhecimento espiritual
rituais
preparo mental
E principalmente:
👉 com a própria limitação
Porque nesse mundo, entrar despreparado em áreas “carregadas” é praticamente se entregar.
As criaturas (e seus significados):
Os inimigos em Kuon não são apenas monstros.
Eles representam:
rituais que falharam
humanos corrompidos
energia espiritual fora de controle
Alguns parecem deformações físicas…
outros, quase sombras do que já foram.
👉 O ponto central é esse:
nada ali nasceu “mal”
tudo foi transformado
O verdadeiro terror:
Diferente de jogos tradicionais:
não é sobre matar
não é sobre fugir o tempo todo
É sobre:
entrar em lugares errados
com energia insuficiente
e pagar o preço por isso
Por que esse jogo é tão criativo?
Porque ele não usa espiritualidade como estética.
Ele usa como sistema.
seu estado espiritual importa
o ambiente reage a isso
o perigo não é só externo
👉 É um terror baseado em equilíbrio
Raridade e valor:
Assim como Fatal Frame IV: Mask of the Lunar Eclipse, Kuon teve:
poucas unidades
distribuição limitada
pouca exposição fora do Japão
Hoje, virou praticamente:
uma peça de coleção
Mas mais do que raro…
é único.
🦋Conclusão Final: Opinião do Autor 📝
É um game que, ao passar do tempo, ganhará o status de “cult” — e isso é altamente merecido.
Pois essa ideia foi algo realmente criativo e simples.
Aliás, os jogos da FromSoftware sempre tiveram essa qualidade criativa — vide Tenchu: Stealth Assassins.
Um jogo também esquecido… mas não ignorado.
A verdade?
Esses jogos fazem parte de uma safra de qualidade de outra geração — a era de ouro do PlayStation 2.
Até um jogo simples tinha mais identidade, mais ideia, mais coragem.
Hoje, muitos títulos vêm com orçamento milionário…
mas sem a mesma criatividade.
Talvez por isso não seja exagero dizer:
aquela geração o PS2 venceu — e com folga.
E fica uma pergunta pra você 🫵🏻 pensar:
Por que jogos antigos, com poucos recursos tecnológicos e orçamento limitado, conseguiam ser verdadeiras obras-primas…
…enquanto hoje, com tanta tecnologia e investimento, muitos não chegam nem perto do mesmo nível de criatividade?
Deixo essa pergunta no ar 😏






