Resident Evil 9: por que faz mais sentido trazer Jill Valentine como protagonista — e não Leon!

    🧠 Se eu fosse o diretor de Resident Evil 9... Imagine que a Capcom me desse carta branca

  “Faça o que quiser. Resident Evil 9 está nas suas mãos.”

Como todo mundo sabe, Grace Ashcroft é a protagonista principal dessa nova aventura. Mas algo que realmente chamou atenção nesse período é a menção da volta do Leon. Mas será que a volta do Leon é realmente positiva para a franquia? Vamos destrinchar passo a passo aqui embaixo.

Trazer Leon de volta não faz sentido, e muito menos é benéfico para a franquia e para o cânone da série. Isso desgastaria o personagem, travaria qualquer tentativa da série andar (corrigir cânone, tapar buracos, e o principal — que pra mim é o mais importante: trazer personagens principais esquecidos de volta).

Quando citei Jill Valentine como um dos personagens principais, faria mais sentido e ainda traria coisas que foram deixadas de lado ao longo do tempo, como:
– O que aconteceu com Jill pós RE5?
– Por onde ela andou pós RE3 e a explosão da cidade?
– E o esquecimento brutal de Carlos Oliveira (personagem que teve uma química muito boa no RE3)?
Jill deixou a BSAA, igual o Chris fez?! Ela virou civil? Virou dona de casa? Virou mãe?


Ao longo do tempo, mesmo saindo vários títulos da franquia, a Capcom nunca fez questão de tapar esses buracos… pelo contrário, sempre fez questão de “pisar” em personagens lendários como Jill Valentine — vide Resident Evil 5, em uma aparição ridícula e até desrespeitosa com o legado da personagem. 


 O que se espera dá personagem principal e se tiver um personagem "alternativo" na campanha? eu escolheria: Jill valentine. 

 

                                                              Grace Ashcroft 



  • A Protagonista tem que ser resiliente e ter identidade própria.

  • Não ser uma “heroína genérica”: precisa crescer ao longo do jogo, superando seus medos.

  • Mostrar o lado investigativo herdado da mãe, criando raízes para novos títulos. 




     

    Jill Valentine (escolha pessoal) 


  • O Retorno tem que ser triunfal, mas humanizado: mostrando flashbacks inéditos após Racoon City, pós-Spencer Mansion e até pós-RE5. 


  • Tem o T-Virus no organismo (algo nunca explorado nos jogos).  

  • Lidar com traumas, lembranças e fantasmas do passado.

  • Um personagem maduro, Sem Clichês, mas guiado por experiência 

     


    Leon Scott Kennedy: Porque seria um erro trazer ele de volta nesse titulo

    Trazer Leon Scott Kennedy como personagem jogável igual muitos fãs pedem: seria um erro.
    Se a série quiser realmente seguir em frente e fechar arcos, é preciso dar uma aposentadoria digna aos veteranos, sem eliminações ou sumiços sem explicação.

    Leon, faria mais sentindo como, um senador: ele conhece os bastidores da política, foi amigo do presidente e sabe que os maiores inimigos não são só os monstros, mas também pessoas — políticos, corporações e grupos radicais. No campo político, Leon pode lutar de outra forma, tentando expor os poderosos, auxiliar e liderar um novo grupo contra o bioterrorismo e etc. 


    Continuar com ele como “super agente invencível” a cada titulo.. só repetiria o mesmo ciclo e nada mudaria na franquia.  

     

🎬 Trama e desenrolar do jogo

 


Acredito que o foco da campanha ficaria no personagem novo (Grace). Mas, se eu fosse o "diretor", faria igual The Last of Us Part II: jogar com dois personagens, alternando até chegar ao fim — uma parte com Grace e outra com Jill. E assim seguiria até chegar no final.

Eu seria mais “ambicioso” se fosse o diretor: Jill salvaria Grace ao longo da campanha. Colocaria Jill tendo flashbacks durante o gameplay — e tudo isso seriam lembranças e pedaços que nunca apareceram na série.




⚖️ Terror equilibrado com ação fluida

Primeira decisão: manter a essência que consagrou Resident Evil Remake, RE2 Remake e RE4 Remake.

  • Clima sombrio e tenso, cenários com atmosfera pesada.

  • Ação equilibrada, com jogabilidade fluida (câmera dinâmica estilo RE2R/RE4R).

  • Defesa e esquiva (como no RE4 Remake).

Terror não precisa ser só “correria e pânico”; o jogador precisa parar, recuar, observar e bolar uma estratégia.

 
Manteria a mesma fórmula usada no RE4 Remake: mesma câmera, mesmo sistema de combate e defesa. O gore e violência explícita seriam maiores.

🌆 Cenário marcante e claustrofóbico

  • Uma cidade parcialmente destruída, vizinha de Raccoon City, com florestas, portos abandonados.

  • Visual apocalíptico, estilo Army of the Dead.

  • Nada de cenários reciclados: precisa ter identidade própria.

  • Ambientes que prendem o jogador: "entrar é fácil, sair é quase impossível".


🧟‍♂️ Inimigos e bosses 

🚫 Nada de "Stalkers" 

Acho que deveria ter inimigos mais macabros e nada de stalkers, mofados ou batalhas estilo X-Men (tipo o Heisenberg em Resident Evil Village) ou bizarrices como aquele feto gigante que persegue você (Village).

Se o diretor trouxer algo semelhante aos ganados ou até mesmo lobisomens (apesar do Village ser um título fraco, acho os lobisomens inimigos bons), ou inventar algo inédito — tipo vampiros parecidos com zumbis (como no anime Vampire Hunter D) — seria bem interessante. Vampiros mais letais, mas que ainda pareçam mortos.

  • Chefes e subchefes que exigem estratégia, não apenas “descarregar munição”.


⚔️Combate visceral e brutal 

Usaria algo igual ao Rise of the Tomb Raider (sem mercador). Você mesmo poderia upar suas armas e criar itens — mas precisaria de certa quantidade de materiais para fabricar munições, melhorar armas etc. E até mesmo aumentar o espaço na bolsa para carregar itens, sem aquela maleta de RE4.

Aliás, como o diretor falou que será um “puro jogo de terror”, nada melhor do que ter um obstáculo no carregamento de itens:
– Carregar uma mochila cheia deixaria o personagem mais pesado e lento, ficando vulnerável para esquivar.
– Levar só o necessário te deixaria mais leve e rápido, mas ficaria sem itens suficientes caso algo desse errado.

Se eu fosse diretor, deixaria desse jeito — pra ser realmente um survival horror.


📜 Lore e files narrados

  • Arquivos em áudio, diários, jornais antigos de Raccoon City.

  • Revelações importantes para fechar buracos do enredo.

  • Referências a personagens de spin-offs e títulos antigos para enriquecer a lore.

           Tesouros, colecionáveis e arquivos para incentivar exploração.

 

                   Considerações finais 


Resident Evil 9 tem a chance de ser o melhor título da franquia. Já foi mostrada uma Raccoon City em ruínas, já ventilam nomes de personagens veteranos…

Mas o que realmente espero é que a Capcom faça a Grace ser o oposto do que o Ethan Winters foi: inútil, sem história, caricato e esquecível. Grace tem que ser, acima de tudo, uma personagem que evolui na dor (igual o reboot de Tomb Raider). E que prepare o terreno para novas sequências, sem cair no esquecimento — como aconteceu com Carlos Oliveira, Billy Coen, Sheva Alomar, Rebecca Chambers e tantos outros. 


A menção a Outbreak e à personagem Alyssa (que fez parte do grupo de heróis desse título) é algo positivo. Dá pra explorar a fundo o que a mãe dela deixou e ainda tapar furos da franquia, como:
– O que houve pós Resident Evil 6?
– A corrupção no senado americano (RE6), com ligação com a Umbrella.
– A organização criminosa que a Carla trabalhava na China (RE6).
– E, pra mim, o mais importante: a BSAA agora usando BOWs nas missões (Village). 

Se a Capcom explorar bem isso, Grace vai se encaixar como uma luva. Sendo agente do FBI, ela vai começar a perceber que o buraco é mais fundo e que existem perigos ainda piores. Acho que Grace vai sentir o que Jill sentiu na primeira vez: viver um inferno, sobreviver e ainda ser chamada de “mentirosa”, e vendo tudo sendo jogado pra baixo do tapete.

Por isso a menção à Jill: ela se encaixaria perfeitamente como personagem jogável.

Claro que tudo isso que mencionei é apenas uma opinião de fã. Não reflete a realidade e muito menos sou “um insider”. Mas, se tiver pelo menos 30% disso que comentei, eu ficaria muito feliz! Pois adoro a franquia e tenho um carinho enorme por ela.


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