📔 Biografia Completa: Jill Valentine ⭐

"It's true that once the wheels of justice begin to turn, nothing can stop them. Nothing." — Jill Valentine  




🗂️ DOSSIÊ CONFIDENCIAL

JILL VALENTINE


🔹 STATUS

  • Nome: Jill Valentine

  • Nacionalidade: Americana

  • Ano de nascimento: 1974

  • Profissão inicial: Membro da S.T.A.R.S.


🧾 PARTE 1 — BIOGRAFIA CANÔNICA (ANTES DE RE1)

👶 Origem  

Informações limitadas.

  • Local de nascimento: NÃO CONFIRMADO

  • Família: POSSÍVEL origem mista (francesa/japonesa — material secundário)

📌 Conclusão: Poucos detalhes oficiais sobre infância.


🎓 Formação 


  • Treinamento militar (Delta Force — mencionado em materiais oficiais antigos)

  • Especialista em:

    • Desarmamento de bombas

    • Arrombamento (lockpicking)

📌 Perfil:

  • Altamente treinada

  • Disciplinada

  • Técnica


🛡️ S.T.A.R.S. 

  • Integrante da unidade Alpha Team

  • Atua no Raccoon Police Department

📌 Diferencial:
Já entra na história como profissional experiente.


🧟 PARTE 2 — INCIDENTE DA MANSÃO (RE1) 


  • Missão: investigar desaparecimentos nas Montanhas Arklay

  • Enfrenta B.O.W.s pela primeira vez

  • Sobrevive ao incidente da Mansão Spencer

📌 Resultado:

  • Trauma inicial

  • Desconfiança com o sistema (Governo e Um Umbrella)

Essa análise: é baseado na versão definitiva de Resident Evil (2002) — O Remake. 
 


Jill Valentine demonstra, desde o início, um comportamento psicológico extremamente equilibrado e profissional. A personagem possui uma adaptação rápida ao caos e praticamente entra em um “modo detetive”, analisando cada situação ao redor enquanto os acontecimentos começam a perder o sentido. Isso fica evidente principalmente na forma como ela percebe o comportamento estranho de Barry Burton. Em diversos momentos, Barry aparece conversando com alguém escondido e, quando confrontado, demonstra desconforto e hesitação. O ponto mais memorável dessa tensão acontece quando Barry aponta uma arma para Jill e, imediatamente, é desarmado por ela. Nesse momento, o jogador pode escolher entregar a arma de volta para Barry ou não. Caso a arma não seja devolvida, Barry acaba morrendo pelas mãos de Lisa Trevor. Porém, a escolha considerada canônica é entregar a arma e, logo depois, lutar contra Lisa Trevor ao lado dele. Mesmo após toda a desconfiança e confusão, Jill ainda mantém respeito e consideração pelo amigo, chegando a questioná-lo: “O que está acontecendo com você?”. Essa leitura deixa claro que Jill Valentine é uma personagem madura, experiente e emocionalmente estável. Mesmo cercada por horrores, criaturas monstruosas e isolamento psicológico, ela mantém a calma e coloca a amizade em primeiro lugar. 
 


Diferente de Leon S. Kennedy, Jill sempre teve treinamento militar especializado, e isso faz toda a diferença durante os momentos de turbulência. Enfrentar criaturas horrendas, permanecer sozinha em um ambiente hostil e ainda conseguir manter o equilíbrio emocional não é algo comum. É justamente por isso que ela foi aceita na S.T.A.R.S. — os melhores dos melhores. Quando Jill finalmente chega ao laboratório e encontra Albert Wesker manipulando os sistemas do local, toda a conspiração começa a fazer sentido. Ela descobre que Wesker estava chantageando Barry Burton, o que explica o comportamento estranho do personagem durante toda a missão. Mesmo quando tudo parece perdido, Barry decide fazer a escolha certa e atira em Wesker. Em seguida, Jill e Barry enfrentam e derrotam juntos o Tyrant. O ponto central dessa análise é que, em nenhum momento, Jill Valentine perde o controle emocional ou abandona o seu senso de justiça. Sua essência permanece intacta do começo ao fim da narrativa.  
 


Outro momento importante é quando Jill encontra Chris Redfield preso no laboratório. A reta final do jogo deixa evidente por que ela se destaca tanto como protagonista. Chris também é um personagem principal extremamente importante, e sua campanha possui grande valor dentro da história. Porém, analisando o contexto completo, Jill Valentine acaba se destacando mais. Isso acontece porque ela possui treinamento militar avançado, inteligência operacional e emocional, além de uma enorme capacidade de lidar com situações extremas. Isso pode ser visto tanto na maneira como ela reage ao encontrar aliados feridos, como Richard Aiken, quanto na sua habilidade em resolver obstáculos, puzzles e situações de sobrevivência. Além disso, Jill demonstra constantemente que amizade e lealdade são valores sagrados para ela. Portanto, não se trata de colocar Chris Redfield abaixo dela ou diminuir sua importância dentro da franquia. A comparação aqui é puramente lógica: de um lado, existe uma personagem com treinamento militar de elite e experiência operacional avançada; do outro, um personagem que ainda não possuía esse mesmo nível de preparo naquele momento da franquia. Dentro dessa lógica, Jill Valentine se mostra superior em termos de preparo psicológico, inteligência estratégica e equilíbrio emocional.

🔥 PARTE 3 — RACCOON CITY (RE3) 

 "It was Raccoon City's last chance, and my last chance. My last escape."

  • Tenta escapar da cidade durante o surto

  • Perseguida por Nemesis

📌 Perfil:

  • Resistência extrema 


     No Resident Evil 3: Nemesis, a análise da personagem Jill Valentine deve ser feita com base na versão original de 1999 — considerada a versão verdadeiramente canônica da experiência. O remake lançado anos depois acabou sendo visto como um produto sem o mesmo nível de criatividade, capricho e seriedade do jogo original, parecendo mais uma “demo de luxo” vendida a preço cheio.  


    Já na introdução do jogo original, a frase “It’s true that once the wheels of justice begin to turn, nothing can stop them. Nothing.” resume perfeitamente o estado psicológico de Jill naquele momento. Depois de tudo que aconteceu na Mansão Spencer, todo o incidente foi encoberto pelas autoridades, enquanto os sobreviventes da S.T.A.R.S. foram desacreditados. Jill acaba afastada pelo chefe de polícia de Raccoon City sob alegações de problemas psiquiátricos e sinais de TEPT. Durante esse período, ela permanece praticamente em prisão domiciliar, desenvolvendo uma obsessão por justiça. A personagem começa a investigar casos, reunir informações e mapear atividades suspeitas da Umbrella Corporation, enquanto sua saúde mental, antes extremamente estável, começa a se deteriorar lentamente. E, quando tudo parece já estar fora de controle, o verdadeiro “portão do inferno” se abre em Raccoon City, prendendo Jill no centro daquele caos absoluto Enquanto tenta sobreviver em meio a zumbis e diferentes tipos de B.O.W.s, Jill reencontra Brad Vickers, antigo piloto da equipe S.T.A.R.S. Brad alerta Jill sobre uma criatura que está caçando os membros do grupo, deixando claro apenas uma coisa: todos vão morrer, e ela precisa sair da cidade o mais rápido possível. Pouco tempo depois, Jill presencia Brad sendo brutalmente assassinado pela arma biológica mais aterrorizante daquele cenário: Nemesis. É nesse momento que ela escuta pela primeira vez a frase que se tornaria marcante durante toda a campanha: “S.T.A.R.S.!” Ali, Jill confronta a maior arma biológica já criada pela Umbrella até aquele ponto — um caçador praticamente perfeito, resistente à maioria das armas de fogo e capaz de ser apenas derrubado temporariamente. Nemesis funciona como uma evolução do conceito apresentado anteriormente com Lisa Trevor: uma criatura ainda mais agressiva, inteligente e implacável. 



  • Conforme avança pela cidade destruída, Jill encontra Carlos Oliveira, membro da U.B.C.S., um esquadrão mercenário ligado à Umbrella. Diferente da abordagem mais descontraída apresentada no remake, a relação entre Jill e Carlos no jogo original é baseada em cooperação, sobrevivência e respeito mútuo. A diferença operacional entre os dois é evidente: Jill demonstra calma, cautela e raciocínio estratégico, enquanto Carlos age de forma impulsiva e explosiva — quase como um “Rambo da Shopee”, mas ainda assim extremamente corajoso. O caos parece afetá-lo menos emocionalmente, mesmo que suas decisões sejam frequentemente precipitadas. 


    Outros personagens importantes também ajudam a construir essa visão mais madura de Jill Valentine. Mikhail Victor, mesmo mortalmente ferido, continua disposto a lutar e proteger o restante do seu pelotão. Jill demonstra compaixão ao ajudá-lo e levá-lo de volta ao trem, que funciona como ponto de encontro do grupo. Esse momento reforça uma característica central da personagem: Jill não é movida por vingança cega. Apesar de Mikhail ser um funcionário da Umbrella, ela mantém intactos o seu senso de justiça e humanidade. Já Nicholai Ginovaef representa o extremo oposto. Desde o primeiro encontro, ele provoca Jill e afirma que ninguém ali deveria confiar em ninguém. É nesse momento que Jill responde com uma das frases mais emblemáticas do jogo: “Eu não sou um civil qualquer… sou um membro da S.T.A.R.S.!” Dependendo das escolhas feitas durante a campanha, os diálogos e confrontos com Nicholai podem mudar drasticamente, criando diferentes interpretações para a narrativa.

    Outro ponto extremamente importante acontece quando Jill é infectada pelo vírus após enfrentar a forma evoluída do Nemesis. Ela fica incapacitada durante parte da história, enquanto Carlos sai em busca da cura. Mesmo após receber o antivírus, o jogo deixa implícito que o vírus continua presente em seu organismo, alterando seu corpo de alguma forma. Porém, esse detalhe jamais foi aprofundado de maneira consistente nos títulos futuros ou nas animações da franquia, tornando-se um dos grandes pontos esquecidos do roteiro da personagem.

    Na reta final do jogo, os acontecimentos envolvendo Nicholai continuam cercados de controvérsias. Dependendo das escolhas feitas ao longo da campanha, diferentes diálogos e finais podem ocorrer. Oficialmente, o paradeiro de Nicholai permanece indefinido dentro do cânone da franquia. Ainda assim, muitos jogadores consideram mais satisfatória a escolha de derrubar o helicóptero dele durante o confronto na cabine. O próprio final do jogo também muda conforme as decisões do jogador. Em um dos desfechos, outro helicóptero aparece para resgatar Jill e Carlos, pilotado por um homem barbudo. Parte da comunidade acredita que seja Barry Burton, embora isso nunca tenha sido oficialmente confirmado.

    No fim, a passagem de Jill Valentine por Resident Evil 3: Nemesis mostra uma personagem ainda mais forte, resiliente e emocionalmente desgastada pelos eventos anteriores. Mesmo diante do colapso completo de Raccoon City, da perseguição constante de Nemesis e das inúmeras perdas ao seu redor, Jill mantém sua essência intacta. Ela continua sendo uma personagem madura, determinada e guiada por justiça, sobrevivência e lealdade. E talvez seja exatamente isso que faz sua versão original em Resident Evil 3 permanecer tão marcante até hoje.


⚠️ PARTE 4 — FANFIC / EXAGERAÇÕES

❌ Infância detalhada

❌ Habilidades sobre-humanas desde o início

❌ Relações inventadas


📌 Conclusão:
Grande parte do passado detalhado é criação de fãs.


🧠 PARTE 5 — PERFIL PSICOLÓGICO

Início 

  • Profissional

  • Confiante

Pós-Raccoon City

  • Marcada por trauma

  • Mais cautelosa


🧬 PARTE 6 — CONTROLE POR WESKER (RE5)

A presença de Jill Valentine em Resident Evil 5 só pode ser realmente compreendida quando analisada junto da DLC Lost in Nightmares, e não apenas pelo jogo base — mesmo que os dois sejam canônicos dentro da franquia. É nessa expansão que vemos Chris Redfield e Jill em missão para capturar Ozwell E. Spencer. Durante a exploração da mansão de Spencer — diferente da Mansão Spencer do primeiro Resident Evil — a dupla demonstra exatamente o padrão que marcou sua parceria ao longo da franquia: amizade, alto profissionalismo e extrema eficiência em combate. Ambos funcionam praticamente como “guardiões” daquela missão, enfrentando criaturas perigosas enquanto avançam cuidadosamente pelo local até finalmente chegarem à sala principal, onde acreditam encontrar Spencer. Porém, a surpresa é imediata: quem está esperando por eles não é Spencer, mas sim Albert Wesker, o maior inimigo da dupla. 


Após uma batalha intensa, Wesker finalmente consegue uma oportunidade perfeita para matar Chris. É nesse momento que Jill Valentine toma a decisão mais importante de toda sua participação em Resident Evil 5: ao perceber que Chris está prestes a morrer, ela literalmente se joga contra Wesker e salta com ele no precipício para salvar a vida do parceiro. Esse momento acaba se tornando o ápice emocional da personagem no jogo, reforçando novamente sua lealdade absoluta e sua disposição em se sacrificar pelas pessoas que ama.  
 


O problema é que, apesar da existência da cutscene desse sacrifício, tanto o jogo principal quanto a própria DLC deixam enormes lacunas na história de Jill. Em nenhum momento é mostrado claramente como Wesker conseguiu capturá-la, o que exatamente aconteceu durante o período em que ela esteve desaparecida ou quais experimentos foram realizados nela. O jogo apenas apresenta o resultado final: Jill transformada em uma espécie de arma controlada mentalmente. O conceito de “cobaia controlada” já existia anteriormente dentro da franquia, sendo mencionado em títulos como Resident Evil Survivor e também em Resident Evil Revelations 2. Porém, Resident Evil 5 transmite a sensação de que Wesker foi o primeiro personagem a obter verdadeiro sucesso nesse tipo de experimento de manipulação mental.

E é justamente aqui que entra o ponto central da análise: Jill Valentine provavelmente sofreu mais em Resident Evil 5 do que em Resident Evil 3. Em Resident Evil 3, ela enfrentou o caos absoluto de Raccoon City, viu amigos morrerem e foi perseguida incessantemente por Nemesis. Porém, em Resident Evil 5, o sofrimento da personagem é muito mais psicológico do que físico. Ser controlada pelo maior inimigo que ela já enfrentou, ser forçada a agir contra a própria vontade e servir justamente ao homem responsável direta e indiretamente pela morte de amigos, pela destruição de Raccoon City e pelo colapso de tudo aquilo que ela acreditava, deve ter sido algo devastador para a personagem. O trauma ali é muito mais profundo porque atinge diretamente sua identidade, sua liberdade e seu senso moral.  
 

Mesmo após ser libertada do controle de Wesker, Resident Evil 5 praticamente ignora as consequências psicológicas que isso deveria causar em Jill. Na DLC Desperate Escape, vemos a personagem ao lado de Josh Stone tentando escapar do local, mas o roteiro trata tudo de maneira extremamente superficial. Jill simplesmente parece “normal” novamente, sem que o jogo explore verdadeiramente os impactos mentais e emocionais de tudo aquilo que aconteceu com ela. 
 


Analisando detalhadamente a personagem em Resident Evil 5, o momento mais memorável de Jill Valentine acaba sendo justamente o seu sacrifício para salvar Chris Redfield. Fora isso, sua participação no jogo principal é relativamente fraca, especialmente quando comparada ao peso histórico que a personagem possui dentro da franquia.  a forma como Jill foi utilizada no jogo é um desrespeito com o legado da personagem. o correto seria ter deixado Jill de fora nesse titulo. e mantido o foco completamente em Chris Redfield e Sheva Alomar, explorando melhor a história da própria Sheva e os impactos das B.O.W.s na África. Isso poderia ter dado mais espaço para desenvolver uma nova protagonista, enquanto Jill permaneceria preservada para uma trama futura mais profunda e respeitosa com sua trajetória dentro da franquia.

🌊 PARTE 7 — REVELATIONS (BSAA)

🛡️ Atuação na BSAA 

  • Jill atua como agente da BSAA (Bioterrorism Security Assessment Alliance)

  • Missão principal: investigação em alto-mar (navio Queen Zenobia)

  • Parceria com Chris Redfield e Parker Luciani  


📌 Contexto:

  • Organização ainda em fase inicial

  • Foco em conter ameaças bioterroristas globais

📌 Perfil da Jill:

  • Extremamente técnica

  • Fria sob pressão

  • Total domínio tático

📌 Importância:
Reforça a transição de Jill:
S.T.A.R.S. → Sobrevivente → Agente global anti-bioterrorismo


🌍 PARTE 8 — PÓS-RE5   

  • Recuperada e reintegrada

  • Atua em operações contra bioterrorismo

📌 Perfil:

  • Mais fria

  • Extremamente experiente


🎬 PARTE 9 — FILMES (DEATH ISLAND)

  • Participa de operações conjuntas com membros clássicos   

     

    Em Resident Evil: Death Island, a leitura da personagem Jill Valentine acaba se aproximando muito da versão vista em Resident Evil 3: Nemesis: uma personagem de pavio curto, emocionalmente desgastada e claramente no limite psicológico. Logo no início do filme, já é possível perceber que Jill está diferente. Sua postura é mais impulsiva, agressiva e cansada — algo que raramente havia sido mostrado de forma tão evidente nos jogos anteriores. O diálogo dela com Chris Redfield transmite exatamente isso: uma mulher fria, desgastada mentalmente e aparentemente cansada de carregar tantos traumas acumulados ao longo dos anos. E, justamente por isso, essa abordagem funciona tão bem. Pela primeira vez em muito tempo, Jill Valentine parece verdadeiramente humana dentro da franquia. 


    Depois dos acontecimentos de Resident Evil, Resident Evil 3: Nemesis e até Resident Evil 5, era natural que a personagem carregasse cicatrizes emocionais profundas. Porém, os jogos quase nunca exploraram isso de maneira séria. Foi justamente uma simples animação que conseguiu entregar algo extremamente crível para a personagem: desgaste psicológico. Death Island mostra uma Jill Valentine mais vulnerável, mais irritada e emocionalmente esgotada, sem transformá-la em alguém fraco. Pelo contrário: o filme humaniza a personagem e cria uma atmosfera nova dentro da franquia, mostrando que até mesmo uma lenda pode chegar ao próprio limite.

    E talvez seja exatamente por isso que muitos fãs gostariam de ver essa versão da personagem também nos jogos. A Jill Valentine de Death Island transmite uma sensação de evolução natural. Não é apenas a agente perfeita, fria e inabalável dos títulos antigos. É alguém que sobreviveu a eventos traumáticos demais e começou a sentir o peso psicológico de tudo aquilo. Isso dá profundidade à personagem e torna sua presença muito mais interessante narrativamente. 


    Também existe uma sensação clara de frustração por parte da comunidade em relação à maneira como a Capcom tratou Jill Valentine ao longo dos anos. Depois de Resident Evil 3, a personagem acabou ficando cada vez mais ausente da linha principal da franquia. Enquanto personagens como Leon S. Kennedy se tornaram praticamente o centro constante das animações e projetos recentes, Jill foi sendo deixada de lado. E isso torna Death Island ainda mais simbólico: foi necessário um filme animado para lembrar o peso e a importância que Jill Valentine possui dentro da franquia Resident Evil. 


    Inclusive, essa sensação fica ainda mais forte durante o próprio filme. Apesar da parceria entre Jill e Leon funcionar bem em alguns momentos, existe uma percepção de que as cenas que poderiam explorar melhor as habilidades, os conflitos internos e a presença da personagem acabam sendo ofuscadas pela atenção dada a Leon. Isso gera uma certa frustração, porque personagens como Leon, Chris, Claire Redfield e Rebecca Chambers já tiveram inúmeras oportunidades de protagonismo em jogos e filmes anteriores. Jill, por outro lado, passou anos praticamente esquecida pela franquia principal. E justamente quando finalmente retorna com uma abordagem mais humana e interessante, ainda divide espaço excessivamente com outros protagonistas.  


    Mesmo assim, os pequenos momentos em que Death Island realmente foca em Jill conseguem entregar algo muito forte. O filme mostra uma personagem no limite emocional, carregando traumas acumulados, cansaço psicológico e uma irritação constante que faz sentido dentro de tudo o que ela viveu. E talvez esse seja o maior mérito da animação: fazer algo que os jogos, por muitos anos, nunca tiveram coragem de fazer com Jill Valentine — tratá-la não apenas como uma sobrevivente lendária, mas como alguém profundamente marcada pelos próprios horrores que enfrentou.


🔚 CONCLUSÃO   


Considerações Finais — Opinião do Autor

Jill Valentine é a minha personagem favorita não apenas da franquia Resident Evil, mas do mundo dos games em geral. Lembro como se fosse ontem da época em que eu jogava Resident Evil 2 e Resident Evil 3: Nemesis simultaneamente. Apesar de Resident Evil 2 ter sido o primeiro jogo da franquia que eu joguei, foi Resident Evil 3 o título que mais marcou minha vida. E, quando vi Jill Valentine pela primeira vez, foi literalmente “paixão à primeira vista”. O momento que mais me impressionou veio anos depois, no Resident Evil (2002), quando a personagem apareceu totalmente detalhada, com uma presença muito mais humana e impactante. 


Durante muito tempo, Jill Valentine foi praticamente a garota-propaganda da Capcom. A personagem estampava capas de revistas, propagandas de lojas e até participava de crossovers lendários como Capcom vs. SNK 2. Porém, tudo parece ter mudado depois de Resident Evil 4. O impacto gigantesco daquele jogo e a enorme popularização de Leon S. Kennedy acabaram transformando o personagem na verdadeira “galinha dos ovos de ouro” da franquia. E isso passou a ficar cada vez mais evidente nos jogos, nos filmes de animação e em praticamente todos os produtos relacionados à série.

Em Resident Evil 5, por exemplo, a participação de Jill é extremamente limitada e, em muitos momentos, até desrespeitosa com o peso histórico da personagem. O problema não é o jogo em si, mas sim o enredo. A história desperdiça completamente uma personagem lendária, reduzindo sua participação a algo superficial. Já em Resident Evil Revelations, apesar da trama ser mais simples, ainda é possível perceber o peso e o legado que Jill carrega dentro da franquia. Porém, foi justamente ali que começou um certo “esquecimento” da personagem dentro da série principal. Mesmo aparecendo em títulos spin-off, como Resident Evil: The Umbrella Chronicles, sua presença passou a ser cada vez mais fraca e sem grande impacto narrativo.  


O mais curioso é perceber como a franquia teve coragem de arriscar completamente em novos protagonistas, como Ethan Winters em Resident Evil 7: Biohazard, além de continuar investindo nesse caminho em Resident Evil Village, mas nunca demonstrou o mesmo interesse em trazer Jill Valentine de volta de forma realmente importante nos jogos atuais. Na minha visão, por exemplo, Resident Evil Requiem deveria ter colocado Jill como protagonista principal, e não Leon. O cenário de Raccoon City teria um peso emocional muito maior com Jill Valentine. Afinal, foi ali que ela perdeu amigos, carreira, estabilidade emocional e praticamente toda a vida que conhecia. Com Leon, muitas vezes o cenário parece apenas mais uma missão. Não existe um verdadeiro peso emocional, nem grandes flashbacks inéditos ou desenvolvimento psicológico mais profundo. Já com Jill, o retorno a Raccoon City teria potencial para entregar algo muito mais humano, traumático e significativo.

E talvez esse seja o ponto principal: a franquia parece ter esquecido o peso emocional de seus próprios personagens clássicos. Chris Redfield e Jill Valentine não são protagonistas importantes apenas porque participaram do primeiro jogo. Eles são os pilares emocionais da franquia. Ambos carregam dramas, traumas, perdas e consequências reais causadas pela luta constante contra o bioterrorismo. Em Resident Evil: Death Island, por exemplo, vemos uma Jill Valentine finalmente mais humana, desgastada psicologicamente e demonstrando o peso de anos de combate e sofrimento. E isso funciona justamente porque torna a personagem crível. É algo que raramente foi mostrado com Leon, que muitas vezes continua sendo retratado quase como um “super agente” inabalável.

A franquia teve uma oportunidade enorme de explorar esse lado mais humano em títulos recentes, mas preferiu seguir um caminho mais comercial e seguro, focado em agradar fãs de determinados personagens ou “ships”, ao invés de aprofundar o lado emocional e psicológico de seus protagonistas. O mais interessante em personagens como Jill e Chris sempre foi justamente acompanhar suas quedas, traumas, fraquezas e superações. Isso torna ambos muito mais humanos e memoráveis do que simples heróis de ação. 


No fim, fica a principal reflexão: será que a Capcom ainda se lembra do legado de Jill Valentine? Será que a empresa entende a importância histórica que a personagem possui para Resident Evil? E, acima de tudo, será que a franquia ainda se lembra da própria essência que ajudou a transformá-la em uma das maiores séries da história dos videogames?


🗂️ CLASSIFICAÇÃO FINAL

Tipo de InformaçãoStatus
Infância detalhada❌ Fanfic
Treinamento militar✅ Semi-canon
S.T.A.R.S.✅ Canon
Habilidades técnicas✅ Canon

🎞 Epilogue  



"Após escapar da cidade, Jill partiu para se juntar a Chris Redfield.
No entanto, tudo que ela encontrou foi um esconderijo vazio no apartamento de Chris.
No chão, estava a faca dele.
Jill saiu sem hesitar, porque ela acreditava que Chris ainda estava vivo.
Ela ia procurar por ele até encontrá-lo.
Então eles poderão dar um fim à Umbrella." 


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